Campeonato Mineiro da Segunda Divisão: Esportiva perde mais uma.
A partida da manhã do último domingo (23-08), realizada no Estádio Elias Arbex, na cidade de Três Corações teve de um lado o líder do grupo "A", o Tricordiano com cinco pontos e de outro a equipe que segura a lanterna na chave "A", S. Esportiva Guaxupé, com apenas um ponto.
O jogo começou com a equipe da casa sendo surpreendida pelos comandados de Fernando Tonet, o time alvi verde pressionou sistematicamente ao Tricordiano que só conseguiu sair do sufoco depois do sexto minuto. A pressão alvi verde foi aos poucos sendo assimilada pelo líder da competição, porém a determinação da S. Esportiva Guaxupé fez com que o jogo ganhasse um significado todo especial, o alvi verde tentando impor e convencer a torcida guaxupeana de que o jogo passado fora apenas um infeliz tropeço. Se a intenção era mostrar garra, o plano deu certo.
Um verdadeiro lá e cá, com um jogo que se não tinha uma qualidade técnica de encher os olhos, era um banho de determinação por parte das duas equipes. O Atlético Tricordiano apertava e a Esportiva dava o troco imediatamente. A torcida alvi rubro tentava apoiar a sua equipe, pois via que o time sofria em campo frente a um adversário que não media esforços para chegar à área vermelha.
O Atlético Tricordiano pecava nas finalizações, por conta da ansiedade e quando acertava Carlinhos era o empecilho para derrubar o zero do placar.
Se a ansiedade atrapalhava o Atlético Tricordiano, a Esportiva pecava pela falta de companheirismo de seus jogadores, nas mais diversas oportunidades em que poderiam trocar passes e entrarem na grande área, a preferência foi em finalizar as jogadas de fora da grande área, com chute longo e facilitavam as coisas para a defensiva tricordiana.
Assim a igualdade ficou de bom tamanho na etapa inicial para as duas equipes.
Na volta do intervalo quem acabou sendo surpreendido foi a equipe alvi verde, que logo a minuto e meio de jogo viu Carlinhos ser decisivo para evitar o gol de abertura do placar. Isso assustou a peça de criação da Esportiva e nessa mesma linha de ação a equipe tricordiana foi fechando o cerco até que a defensiva alvi verde rebateu de forma equivocada uma bola levantada na grande área. O ala direito Ceará ficou com a sobra e bateu forte, Carlinhos deu troco, Fernando Torres errou o tempo de bola, Potita não perdeu esse tempo e finalmente mandou para as redes, para fazer o primeiro gol tricordiano no jogo. Isso aos seis minutos da etapa complementar.
De marcador avesso, a equipe da Esportiva foi aos poucos perdendo o meio de campo por conta da falta de pernas, para tentar se resguardar e não ser goleada novamente a peça criativa passou a jogar junto da zaga, deu certo até certo ponto.
Uma vez recuada, a peça de meio de campo deu espaços para que o Atlético tricordiano viesse para cima e empurrado pela torcida ditou o ritmo do jogo, com a defensiva alvi verde se limitando a rebater a bola, sem ter como criar coisa alguma. A primeira bola chutada de forma a levar perigo ao gol de Flávio Moranga só aconteceu aos dezenove minutos.
O tricordiano se assustou, coube a torcida levar novamente o time para o ataque. E mais uma vez a zaga alvi verde era colocada a prova, porém a qualidade nas finalizações por parte de Potita e Flávio Torres era equivocada e facilitavam as coisas para os companheiros de Fabão e Danilo.
O sistema de cobertura por parte dos homens de meio de campo dava sinais claros de que as pernas já não mais obedeciam e os espaços dos lados da zaga eram os setores que mais inspiravam cuidados, principalmente pelo lado esquerdo, onde Ceará aparecia como queria.
E dá-lhe bola levantada na área e rebote para o meio de campo, onde o tricordiano era soberano.
Bruno Espanhol que foi para o jogo não sanou o problema da ala esquerda e a composição de meio ainda era deficiente. A entrada de Pedrinho foi à opção de Fernando Tonet, o camisa 16 entrou com a incumbência de corrigir o posicionamento dos homens de meio de campo e jogar pelo lado esquerdo da defesa, passando Juca Paulista para quarta zaga e liberando Fabão para o meio campo.
A mexida engenhosa de Fernando Tonet não durou quinze minutos, na primeira disputa de bola Pedrinho tomou cartão amarelo, logo depois disputou mais uma bola e recebeu o segundo amarelo, que na soma viraram um cartão vermelho. Engenhosidade que foi jogada por terra.
As coisas estavam ficando complicadas para a Esportiva, que via um monologo futebolístico, onde a defensiva verde apenas rebatia e o Tricordiano com um poder de finalização que deixava a torcida "feliz" da vida. Aos trinta e quatro minutos da etapa final Everton usou bem o fator surpresa e da entrada da grande área, pelo lado direito da defesa verde, não teve dúvidas e soltou o pé direito, a bola descansou no canto baixo de Carlinhos, era o segundo gol do tricordiano que fazia por merecer.
A partida se arrastava, o Tricordiano tentava fazer o terceiro gol, a bola teimava em não ir às redes, a paciência de Anselmo Silva, acabou quando Potita chegou na cara de Carlinhos, bateu cruzado e forte, a torcida viu um gol em que a bola passou rente ao poste direito do goleiro esmeraldino e foi à linha de fundo. Resultado, Potita foi substituído, foi o terceiro gol que o atacante deixou de fazer, etapa final.
A torcida impaciente aumentou o apoio, mais também a cobrança, as entradas de Vinicius e Dudu deram mais um pouco de gás para o ataque tricordiano, para a Esportiva só tinha uma alternativa, rebater a bola com força para ver se alguém acertava o contra golpe e diminuir a desvantagem no marcador.
O gol de honra da Esportiva foi tentado a três minutos do apito final, porém a finalização ficou prejudicada e Flávio Moranga respirou aliviado junto com a torcida. O time desta feita vendeu caro a derrota, mais ainda falta alguma coisa para que o time que entra em campo seja o mesmo que termina a partida, há uma evidente perda de rendimento, seja por condicionamento físico seja por disposição tática dos jogadores. Precisa-se urgentemente ajeitar esse meio de campo para que a cobertura seja mais eficaz
A Esportiva pega agora a equipe do Guarani de Pouso Alegra no próximo domingo, no estádio Carlos Costa, às dez e meia da manhã.
Atlético Tricordiano
Flávio Moranga, Ceará, Adinaldo (Diogo), Eder Paulista e Luiz Fernando, Everton, Binho, Murrá (Vinicius) e Potita (Dudu), Rafael Silva e Flávio Torres.
Técnico: Anselmo Silva
S. Esportiva Guaxupé
Carlinhos, Faguinho, Danilo, Fabão e Julio Cesar (Bruno Espanhol), André (Paulinho), Juca Paulista, Júlio Ferrari e Douglas (Pedrinho), Carpegiane e Pantera
Técnico: Fernando Tonet
"Gols: "Potita aos 6" e Everton 34" 2º
Cartões Amarelos:
Everton e Binho (Atlético) André, Fabão e Bruno Espanhol (esportiva)
Cartão Vermelho: Pedrinho.
Público Pagante: 2.219 Renda R$ 17.545,00
Depois da derrota em Três Corações, o treinador Fernando Tonet foi dispensado na manhã de terça-feira pelo presidente Edson Fonseca. A demissão veio depois de um dia todo de reuniões com um grupo de ex-presidentes da Sociedade Esportiva Guaxupé e empresários guaxupeanos.

Capitaneados por Jarbas Filho, esses empresários se solidarizaram com o presidente Edson Fonseca. Juntos no início da noite de terça-feira anunciaram à imprensa especializada que para começo de conversa quatro jogadores da cidade foram integrados ao grupo que compõem o time e terão uma árdua missão classificar a equipe para próxima fase da competição.
Os novos apoiadores conversaram ainda no final da tarde com o grupo de jogadores que decidiram ficar e não acompanhar o ex-treinador Fernando Tonet.
Para que isso aconteça os trabalhos de preparação técnica foram entregues para Marco Antonio Sayer de Castro,
o conhecido "Leiteria" e para a preparação física Emerson Ricciardi, o "Alemão".
Jarbas Filho, José Tavares, Ney Baiano e J. Mattoso, fizeram coro com o presidente Edson Fonseca e conclamaram os torcedores para apoiarem a equipe no próximo domingo frente ao Guarani de Pouso Alegre.
Somar doze pontos pelo menos e torcer contra os adversários diretos, Pouso Alegre que também esta de técnico novo e o próprio Tricordiano que agora tem o comando de Barra Mansa. Além desses adversários, a equipe precisa começar vencendo em casa ao time do Guarani e buscar esse mesmo objetivo em Poços de Caldas, no dia seis de setembro quando começará o returno enfrentando o mesmo Guarani.